Cirurgia minimamente invasiva

Artroscopia do Joelho

A técnica que transformou a cirurgia do joelho: através de pequenas incisões, permite ver e tratar o interior da articulação com uma câmara e instrumentos finos — habitualmente em cirurgia de ambulatório.

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Como começou

A artroscopia nasceu da vontade de "ver dentro" da articulação sem a abrir por completo. As primeiras tentativas surgiram no início do século XX — Eugen Bircher, na Suíça, e Kenji Takagi, no Japão, foram pioneiros ao usar instrumentos ópticos para observar o joelho. Mas foi Masaki Watanabe, nos anos 1950–60, quem desenvolveu o primeiro artroscópio verdadeiramente prático (o famoso "nº 21"), abrindo caminho à técnica moderna. A partir dos anos 1970–80, a miniaturização das câmaras e da instrumentação tornou a artroscopia no padrão da cirurgia do joelho.

Em que consiste

A artroscopia é uma cirurgia minimamente invasiva. Através de duas ou três pequenas incisões (poucos milímetros), introduz-se:

O cirurgião observa o interior do joelho em tempo real, com grande detalhe, e trata o problema pela mesma via. É frequentemente uma cirurgia de ambulatório (alta no próprio dia), realizada sob anestesia loco-regional ou geral.

Vantagens

O que se trata por artroscopia

A artroscopia do joelho é usada para tratar, entre outros:

Uma nota honesta: a artroscopia não é solução para tudo. Na artrose avançada, por exemplo, a artroscopia "de limpeza" não demonstrou benefício e não é recomendada. A indicação certa depende sempre da avaliação clínica e dos exames.

Perguntas frequentes sobre a artroscopia

O desconforto é habitualmente ligeiro a moderado e bem controlado com analgésicos. Como as incisões são muito pequenas, a dor pós-operatória tende a ser bastante menor do que na cirurgia aberta. O grau de dor depende também do procedimento realizado (não é o mesmo remover um corpo livre ou reconstruir um ligamento).
Depende do que foi tratado. Numa meniscectomia parcial, a maioria retoma a marcha em poucos dias e a atividade normal em 3–6 semanas. Numa sutura do menisco ou reconstrução do LCA, a recuperação é mais prolongada e protegida (meses), para dar tempo à cicatrização. O plano é sempre individualizado.
Na maioria dos casos, não. A artroscopia é frequentemente uma cirurgia de ambulatório — tem alta no próprio dia, após um período de vigilância. Alguns procedimentos mais complexos podem justificar uma noite de internamento.
Pode ser anestesia loco-regional (bloqueio da perna, ficando acordado ou sedado) ou anestesia geral. A escolha é feita com o anestesista, conforme o procedimento e o seu perfil de saúde.
A artroscopia é uma cirurgia segura, com taxa de complicações baixa. Como em qualquer cirurgia, existem riscos pouco frequentes — infeção, hemartrose (sangue na articulação), trombose venosa ou rigidez temporária. Serão explicados e minimizados no seu caso concreto.
Para procedimentos simples, muitos doentes conduzem e retomam trabalho de escritório em 1–2 semanas. O regresso ao desporto é progressivo e depende do procedimento — de algumas semanas (meniscectomia) a vários meses (reconstrução do LCA), sempre orientado por critérios de recuperação.
O custo depende da via de tratamento. SIGIC (SNS): através do vale de cirurgia, a cirurgia é totalmente comparticipada — sem custo para o doente. Seguros e subsistemas de saúde: cirurgia convencionada, conforme o seu plano. Particular: orçamento personalizado — a título indicativo, a partir de €3.000 na artroscopia (menisco, ligamentos ou cartilagem), a partir de €4.000 na reconstrução do ligamento cruzado anterior (LCA) e a partir de €8.000 na prótese do joelho. Os valores finais dependem do caso clínico, do hospital e dos implantes. Para um orçamento certo, marque uma consulta ou veja preços e orçamentos.
Dr. Nuno Camelo Barbosa
Dr. Nuno Camelo Barbosa
Cirurgião ortopédico · Subespecialista em cirurgia do joelho
Revisor científico (AJSM · KSSTA · OJSM · JEO)
Última revisão médica: 24 de julho de 2026
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